Posts tagged ‘Cachorra’

novembro 22, 2008

Pérola negra

por poetamatematico

E ela me jogou na parede.

- Lagartixa… – falava no meu ouvido, voz embargada, hálito de álcool e cigarro.

- O quê? – muito barulho, mas eu tinha ouvido muito bem.

- Lagartixa surda.

- Lagartixa?

- É! Você é branco que nem barriga de lagartixa. – parou por um instante antes de continuar. – Sabe, eu gosto mais de café, mas hoje até que um leitinho caía bem.

Sorri.

- Você acha? – ela segurava meu queixo. A outra mão apertava minha bunda. Mais alta que eu, ela me fitava com olhos penetrantes, inquisidores.

- Tem de ver. Comigo só se passar no teste de qualidade…

- E que teste é esse?

- Eu te mostro agora…

Ela olhava nos meus olhos, respirava com força, segurando meu queixo. Me deu um tapinha na cara antes de me beijar na boca com sofreguidão. Lábios grossos, corpo forte. Que mulher…

- É esse o teste?

- Bobinho, ele nem começou.

E ela começou a beijar a boca, o rosto, os olhos. Eu ficava angustiado e excitado com aquela situação. Ela me dominava completamente, fazia comigo o que queria. Beijou pescoço, nuca, orelhas. A pele negra contrastava com a brancura da minha pele. Unhas vermelhas, cabelo alisado e pintado de loiro. Vestido curto, colado no cortpo.

- Sabe que eu adoro essa sua cara de safado? Safado…

A mão deslizava sobre minha barriga.

- Que barriguinha, hein? Barriga de homem, cara de menino. Vamos ver se você é menino ou homem… – outro tapinha na cara.

Ela não se importava nem um pouco de estarmos no meio de um baile, cercado de gente por todos os lados. Talvez aquilo a deixasse excitada. Desceu a mão para dentro de minhas calças e me acariciou com força.

- Hum. É homem mesmo… Olhando pra sua cara nem parece…

Isso mexeu com meus nervos. Ia empurrá-la. Ela me segurou.

- Quer dar uma de machinho na minha quebrada, branquelo? – disse bem perto da minha orelha – aqui sou eu que mando, entendeu?

Assenti com a cabeça.

- Quem manda?

- Você…

- Não escutei… – a mão me acariciava, deixando maluco.

- Você, manda o que quiser, faz o que quiser. Sou todo teu.

- Assim que eu gosto – e acentuou bem cada sílaba – la-gar-ti-xa.

Minha respiração estava alterada. Ela sabia exatamente como fazer aquilo.

- Lagartixa é assim, na parede.

- Ah. É? – Segurava a nuca dela com força. Queria tomá-la ali, na marra, na frente de todo mundo.

- Fica quietinho.

O funk rolava solto no salão apinhado de gente. Estávamos num canto escuro, mas podia ver dezenas de outros casais se agarrando perto de nós. Dançavam o ritmo quente de forma que não dava pra saber se era dança ou sexo. Comecei a rebolar, extasiado. Ela se ajoelhou, abriu o zíper e me engoliu, sofregamente, com uma fome que eu nunca tinha visto.

Eu tremia, não conseguindo me conter. Um casal de gays me viu e sorriu zombeteiro. Olhei pra direita e vi uma mulher sendo agarrada por dois homens. Os três dançavam unidos e se acariciavam mutuamente. Ela segurava os dois pelos pênis, visivelmente alterada.

Os músculos da minha perna se contraíam, ela arranhava minha barriga, deixando marcas vermelhas por onde passava. Estava muito bom.

Parou e veio falar no meu ouvido.

- Quem olha pra tua cara nem imagina…

- Tu ainda não viu nada…

- Tu fala muito. Tá na hora de começar a fazer mais. – outro tapa – vai ter de mostrar muito serviço se quiser meter nessa cachorra.

- E a cachorra tá preparada?

- Quase.

- Então deixa comigo. – joguei ela na parede, de costas pra mim, minhas narinas inundadas pelo cheiro de suor e sexo – preparar cachorra é comigo mesmo…

- Deixo, Lagartixa, deixo. Agora é sua vez de mostrar serviço…

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Para você, guapa…

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