Respiração arfante, os olhos fechados e ela não acreditava ainda no que estava fazendo. Um monte de coisas passavam pela cabeça enquanto ela deixava aquela boca passear pela sua, as mãos macias e de unhas comidas passarem pelo seu corpo. Passou as mãos pelo cabelo dela, cortado rente. Podia sentir o lugar onde o babeiro tinha feito o pé do cabelo. Ela tinha um cabelo tão bonito, dourado…
- Gostou do cabelo? Eu cortei pra você – a outra disse, olhando-a nos olhos – Você disse que preferia assim e eu fico assim pra sempre se você quiser.
A primeira, que se chamava Rute, desvencilhou-se de Luíza.
- Você não entendeu – disse Rute – eu disse que não podia ser, que a gente não podia.
- Por quê?
- Ora! Você sabe…
Estavam as duas no quarto de Rute. Luíza tinha entrado pela sala de supetão e dado um susto em Rute. Não que fosse a primeira vez que tinham se beijado, elas faziam isso desde sempre, mas dessa vez foi diferente, mais intenso, mais confuso… Luíza tirou o cigarro da jaqueta e acendeu. Estava vestida que nem um menino, calças jeans, jaqueta de couro e camisa preta folgada. Deu uma volta para que a outra a visse e sorriu.
- Sabe que eu gostei? – disse Luíza – eu devia era ter feito isso há mais tempo…
- Não, você não devia ter feito isso – disse Rute, levemente descontrolada – e ainda vem aqui, me beija e diz que a culpa disso tudo é minha.
Luíza chegou perto de Rute, colocando-a contra a parede. Dessa distância Luiza podia sentir o cheiro de cigarro e o corpo quente e macio da outra. Luíza apertou o queixo de Rute com força e sorriu:
- Escuta aqui, sua boba. É tudo por você mesmo e você sabe…
Rute tentou se desvencilhar, mas Luíza era mais forte. E Luíza a beijou na marra mais uma vez, só que dessa vez foi bem mais intenso. Luíza usava todo o seu corpo para pressionar Rute contra a parede. Primeiro esta resistiu, mas depois, com a confusão das coisas passando pela sua cabeça ela relaxou.
E relaxando pôde sentir os seios de Luíza, soltos sob a blusa, colados nos seus. Pôde sentir o hálito quente que agora tomava conta do seu pescoço. Pôde sentir as mãos que antes apenas passeavam sobre a roupa e que agora se embrenhavam, tocavam a pele e iam explorando-a toda.
Capitulou…
Deixou-se conduzir para a cama e que a outra a beijasse onde queria. De olhos fechados ela sentia aqueles lábios macios e carnudos passando por pelo pescoço, pelos braços, pela barriga… De olhos abertos era como se um homem, agora sem camisa estivesse a possuindo naquela cama pela primeira vez.
E deixou-se despir. A vergonha pelos seios nus foi logo substituída pela excitação daqueles lábios tocando os mamilos, primeiro de leve em volta e depois abocanhando com sofreguidão. As mãos também apertavam os seios, fazendo com que a pele morena se acostumasse com aquele toque lascivo e poderoso.
Quando a outra tirou a sua calça, ela não sentiu vergonha do seu corpo. Sentiu-se poderosa, desejada, como nunca antes. E quando ela sentiu o hálito quente da outra entre suas pernas teve certeza de que seria dela e que se entregaria a ela naquela tarde.
E se entregou…
Completamente nua deixou que a outra abocanhasse seus outros lábios. Tremeu ante a sensação desconhecida e ficou no início tímida. Porém, aos poucos deixou que a outra se deliciasse com seu sabor e relaxou. Olhos fechados, sentiu primeiro a respiração acelerar, depois a taquicardia. Aos poucos os mamilos, os pelos do corpo, tudo se juntando em sensações inteiramente novas e vibrantes.
E assim ela apertava a cabeça da outra e Luiza, ciente disso, ia com mais empenho, fazia com mais força, dava a Rute tudo o que ela que desejava. E Rute, dominada, agora balançava devagar o ventre, involuntariamente.
E veio o primeiro dedo. Primeiro sentiu-se invadida, mas deixou que a outra continuasse. E não se arrependeu. Como Luíza fazia bem! Ruth apertava os próprios seios e gemia, rebolando para a outra, mostrando o tamanho prazer que sentia. Luíza, orgulhosa continuava invadindo, devagar e aos poucos preencheu Ruth…
Agora faltava pouco. Aqueles dedos, aquela boca, muito mais do que ela imaginou que seria. E, totalmente controlada pela outra explodiu num orgasmo intenso.
Luiza a beijou e ficou ali acariciando o queixo da outra que se aninhava nela. Sorriram, satisfeitas…
- Obrigada.
- Pelo quê?
- Por insistir…
- E se eu não insistisse seria eu? Nunca…